Reitor da UFSC comete suicídio

Reitor da UFSC comete suicídio

Reitor da UFSC comete suicídio em shopping de Florianópolis

Por
Diário Catarinense

 

                                                                                Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

reitor afastado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), professor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, morreu na manhã desta segunda-feira em Florianópolis. Segundo a Polícia Militar, ele se atirou do último piso em direção ao vão central do Beiramar Shopping, por volta das 10h30min. A PM foi acionada para atender a ocorrência e chegou ao local poucos minutos depois. O delegado responsável pela Delegacia de Homicídios da Capital, Ênio Matos, confirmou o suicídio. 

O local da queda foi isolado para o trabalho da perícia. Uma tenda foi usada para cobrir o espaço. O corpo foi retirado do local por volta do meio-dia e foi levado para o Instituto Médico Legal (IML). Cancellier teria entrado no Beiramar com o próprio carro. O shopping continuou funcionando normalmente e não há previsão de ser fechado. 

Amigos e familiares, entre eles o irmão Júlio Cancellier, estiveram no shopping na manhã desta segunda-feira. A secretaria de Justiça e Cidadania, Ada Faraco De Luca, e uma comitiva da UFSC também passaram pelo Beiramar. O clima até o meio-dia era de consternação. Pessoas manifestaram tristeza em volta do local onde o corpo caiu.  Uma mulher chegou a abordar a polícia para saber quem era a pessoa morta. Ela estava preocupada que poderia ser um parente que sofre de depressão. 

A UFSC divulgou uma nota de pesar e informou que as atividades foram paralisadas nas pró-reitorias e nas secretarias da administração central. As unidades acadêmicas estão reunidas para saber se as aulas da graduação e pós-graduação também serão interrompidas.

Cancellier havia sido preso temporariamente no dia 14 de setembro na Operação Ouvidos Moucos da Polícia Federal, que investiga desvio de verba em bolsas de educação à distância do programa Universidade Aberta do Brasil (UAB). Ele e outros seis investigados ficaram presos por um dia. A suspeita era de que o reitor havia interferido nas investigações que haviam iniciado na corregedoria da universidade. 

Justiça Federal de Florianópolis chegou a autorizado o reitor, que estava afastado do cargo, a entrar na universidade para que ele pudesse orientar os seus alunos de mestrado e doutorado. A autorização de permanência na UFSC era de três horas.

Em entrevista ao colunista Moacir Pereira, o reitor sustentou que a investigação da corregedoria foi avocada por força de parecer da Procuradoria Federal, órgão independente da Advocacia-Geral da União que atua dentro da Reitoria. 

Segundo Cancellier, o que estava em discussão sobre as investigações era a tese da competência para prosseguir nas investigações, uma vez que o programa de ensino a distância tinha recursos da Capes. Como o órgão do MEC pediu informações, o reitor alegou que viajou a Brasília com o procurador federal para prestar os esclarecimentos.

— Este afastamento é um exílio. Eu moro a três metros da Universidade. Saio de casa e estou dentro da Universidade. E não posso entrar na casa em que vivo e convivo desde 1977.  As manifestações me dão conforto. O corpo está muito sofrido, mas a solidariedade conforta a alma.  Tenho circulado na cidade e só recebo gestos de carinho — disse durante a entrevista publicada no dia 20 de setembro

Veja a nota do Beiramar Shopping

É com pesar que o Beiramar Shopping confirma a ocorrência de um suicídio na manhã desta segunda-feira. Segundo boletim divulgado pela Polícia Militar, confirma-se a identidade da vítima, sendo o reitor da UFSC, Luís Carlos Cancellier.

 

 

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